> De Orlândia a Tel Aviv

> Um piloto especial no Paris-Dakar

> Daniela Mercury sacode Tel Aviv

> Ana Paula Padrão conta detalhes sobre sua primeira visita a Israel

> Amotz Asa-El:“A cobertura da imprensa não é proporcional”

> Adi Barkan: Beleza, alta costura e o fim da anorexia

> Dana International: A diva do liberalismo israelense

> Michal Negrin: design romântico é sucesso em Hollywood, Tel Aviv e São Paulo

 

 

 

 

De Orlândia a Tel Aviv
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O armador brasileiro Alex Garcia, de 28 anos e 1m91 de altura, trocou a pacata Orlândia, no interior de São Paulo, por Tel Aviv, em Israel. Ele é um dos astros do Maccabi-Tel Aviv, finalista da Euroliga de basquete e vencedor do certame em várias edições anteriores. Israel disputa as competições européias devido ao boicote dos países árabes à sua participação em torneios asiáticos.

Garcia, que já jogou em diversas equipes da NBA norte-americana, entre elas o Hornets, é um dos três brasileiros nas finais da Euroliga. Os outros são Tiago Splitter, do Tau Cerâmica, e Paulão, do Unicaja, ambas equipes espanholas.

 

 

Um piloto especial no Paris-Dakar
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O israelense Dror Cohen deverá ser um participante muito especial no próximo rali Paris-Dakar, em janeiro de 2008. Isso porque Cohen de 39 anos, ex-piloto de aviões de combate F-16 e Skyhawk, fanático por esportes radicais, é hemiplégico – tem o corpo paralisado da cintura para baixo desde um acidente de trânsito, em 1992.

Logo depois do acidente, Dror Cohen passou por uma fase de depressão. Mas percebeu que, mesmo com as novas limitações, poderia tentar satisfazer a paixão pelos esportes radicais. “Preciso de adrenalina no sangue ou perco o interesse pelas coisas”, diz ele.

Mas o ex-piloto frustrou-se ao saber que, para os deficientes físicos em Israel, só havia opções de esportes tradicionais, como basquete e natação. Cohen então decidiu buscar alternativas fora do país e importou uma modalidade de esqui aquático adaptada para deficientes. Em 1995, esteve à frente da criação da Associação Desafio, que visa proporcionar opções “hard” de esportes para quem tem limitações físicas. Hoje, a associação oferece alternativas de aventura – como iatismo para cegos – a milhares de israelenses.

Em 2000, Dror Cohen obteve a oitava colocação em iatismo, nas Paraolimpíadas. Quatro anos depois, conquistou a medalha de ouro dessa modalidade, em Atenas (Grécia). Agora, seu novo desafio é conseguir enfrentar as três semanas e os dez mil quilômetros do rali Paris-Dakar, com direito a atravessar o deserto do Saara. Ele deverá ser o único representante de Israel na competição, pilotando uma picape Chevrolet Silverado adaptada.

“O fato de que alguém que usa cadeira de rodas pode enfrentar o mais duro rali do mundo, dormindo em tendas no Saara, deve motivar muita gente a fazer alguma coisa”, diz Cohen. “Se uma pessoa que vive em cadeira de rodas pode desafiar o deserto, certamente muitas outras podem fazer algo por sua família e sua comunidade”, conclui.


 

 

 

Daniela Mercury sacode Tel Aviv
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Daniela Mercury foi a grande estrela do Tel Aviv World Music Festival (Festival Internacional de World Music de Tel Aviv), que comemorou sua terceira edição.

O festival, que aconteceu entre os dias 10 e 14 de julho, recebeu alguns dos grandes músicos e bandas de todo o mundo e de Israel. Os shows aconteceram nos melhores teatros e centros de artes de Tel Aviv.

Daniela Mercury, que já havia se apresentado na cidade em 2003, levou todas as cores e a alegria de seu show Balé Mulato para Tel Aviv, na noite de abertura do evento, que aconteceu no Amphi Teatro Raanana, um belo espaço a céu aberto que reuniu uma verdadeira multidão de fãs brasileiros e israelenses da cantora.

O embaixador do Brasil em Israel, Pedro Mota Pinto Coelho, e sua esposa Moira, marcaram presença no evento que foi transmitido ao vivo para todo Israel pela principal rádio do país, a Galei Tzahal.

Assista uma parte do Show:


 

 

Ana Paula Padrão conta detalhes sobre sua primeira visita a Israel
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No mês de março, Israel recebeu uma visita ilustre. A convite do Cembri (Centro de Mídia Brasil Israel), do Ministério do Turismo de Israel e da Revista Aliança Cultural, a jornalista e apresentadora Ana Paula Padrão visitou o país pela primeira vez.

Junto com a equipe do seu mais novo programa, SBT Realidade, Ana Paula Padrão percorreu todo o país para mostrar no especial de Páscoa os famosos cenários históricos da Terra Santa ao refazer o caminho de Jesus Cristo, de Belém à Jerusalém. Além disso, ela teve a oportunidade de conhecer e mostrar para o público a modernidade e complexidade cultural que envolvem Israel, identificando, inclusive, o que há de incomum entre brasileiros e israelenses.

Em entrevista exclusiva, Ana Paula Padrão contou à Revista Aliança Cultural detalhes da viagem:

Quais eram as suas expectativas sobre Israel antes de sua viagem?
Sempre tive uma imensa curiosidade sobre Israel, e, principalmente, muita vontade de conhecer Jerusalém. Esperava uma cidade linda, mas ainda assim me surpreendi com a incrível beleza do lugar: a luz, as pedras, a cidade murada, a mistura de povos e culturas, tudo isso faz da cidade uma das mais especiais do mundo!

O que descobriu de mais interessante sobre o país?
Que um país razoavelmente jovem, mas com uma cultura milenar, é um lugar único – fascinante justamente pelos contrastes.

Encontrou alguma semelhança entre Israel e Brasil?
Isso eu realmente não esperava mas... o fato é que há muito de comum entre Israel e o Brasil. Os israelenses são calorosos como os brasileiros, e adoram nossa música, nossa dança, nosso jeito de viver a vida. Me senti em casa.

Como foi recebida pelo povo Israelense?
Em todos os lugares onde estive, fui sempre recebida com um sorriso quando dizia que sou brasileira. Como já disse, eles gostam muito de nós!

Qual a sensação de entrar pelas muralhas da cidade de Jerusalém?
Ainda preciso pensar mais sobre a sensação que aquela cidade me transmitiu. Ou talvez precise pensar menos e apenas arquivar direitinho o sentimento que me provocou. É como estar andando sobre a história, desfrutando de um privilégio. Ainda brilha na minha memória a imagem do sol nascendo atrás do Monte das Oliveiras, com seus raios batendo direto nas muralhas de pedra da cidade, e explodindo na cúpula da Mesquita Dourada. Só estando lá pra entender...

Escreveu um bilhete e colocou no Muro das Lamentações?
Pode revelar o conteúdo?

O Muro das Lamentações foi uma das experiências mais ricas e emocionantes que já tive na vida. Aquelas paredes de fato têm uma energia especial. Quando a gente se aproxima da muralha, é capaz de sentir o magnetismo, o acúmulo de fé é quase palpável ali. Sim, eu escrevi um bilhetinho e deixei lá, e meu pedido foi apenas felicidade para minha família e amigos, e muita saúde para desfrutá-la.

Trouxe na bagagem alguma souvenir para se lembrar da viagem?
Trouxe vários cosméticos do Mar Morto, e alguns tecidos comprados em Jerusalém. Adoro tecidos, e sempre procuro trazer um dos lugares que visito.

Israel é um destino para se voltar mais vezes?
Espero voltar pra Israel logo! Desta vez em férias, com meu marido, Walter. Tenho certeza que, como eu, ele vai se emocionar com o país.

> Para assistir o Programa SBT Realidade sobre Israel clique aqui

 

 


Amotz Asa-El: “A cobertura da imprensa não é proporcional”
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O jornalista israelense Amotz Asa-El , principal colunista e ex-Editor Executivo do Jerusalém Post - o maior jornal em inglês de Israel e do Oriente Médio, esteve no Brasil para participar do Congresso de Jornalismo Internacional, que aconteceu no dia 11 de outubro, em São Paulo, e contou com a presença de mais de 150 jornalistas e estudantes de jornalismo.

Tendo como tema de sua palestra “Os equívocos da mídia na cobertura do Oriente Médio”, Amotz se apresentou também nas redações dos principais veículos de comunicação, tais como os jornais O Globo, Folha de São Paulo, Valor Econômico, Jornal do Brasil, revista Veja , TV Globo e GloboNews.


Qual foi sua impressão sobre a mídia brasileira em relação à cobertura jornalística do Oriente Médio?

O que vem acontecendo na imprensa brasileira e mundial é uma desproporção geográfica na cobertura jornalística do Oriente Médio.

Se nós jornalistas acreditamos que a nossa função é escrever o primeiro rascunho da História da Humanidade, não podemos nos esquecer de que o Oriente Médio não está contido dentro do pequeno território que vai de Beirute à Gaza ou de Jerusalém a Tel Aviv, mas que é um grande bloco que se estende desde o leste do Mediterrâneo até o Golfo Pérsico, do Egito ao Irã e da Turquia ao Iêmen. Nesse território vivem mais de 250 milhões de pessoas, ao passo que a população de Israel e da Autoridade Nacional Palestina somadas mal chegam a 10 milhões de habitantes – 4% do total.

A desproporção na cobertura do Oriente Médio não é apenas geográfica, mas temática também. Os jornalistas enfocam o conflito árabe-israelense como sendo o principal problema da região e, no entanto, não reportam que segundo relatórios da ONU a mulher árabe é a que apresenta o maior nível de desemprego do mundo. Apenas uma em cada dez mulheres trabalha. As manchetes dos jornais ignoram o fato de que é no Oriente Médio a maior taxa de analfabetismo da Terra, de que nos paises árabes está o menor índice de presença de computador e de acesso à internet per capita. Nesses países, nenhum jornal pertence a particulares, nenhum prefeito é eleito democraticamente, os homossexuais são banidos da sociedade e “liberdade” é uma palavra desconhecida.

É muito mais confortável cobrir o Oriente Médio de Tel Aviv ou Jerusalém, onde a imprensa goza de total liberdade e os restaurantes e discotecas são iguais aos do mundo ocidental, do que se mudar para Darfur no Sudão, onde a guerra civil já fez mais de um milhão de vítimas.

Esta foi sua primeira visita ao Brasil. O que achou do país?

Fiquei muito bem impressionado. Há muito mais prosperidade do que eu imaginava. A moeda me parece forte. A quantidade e qualidade da indústria automobilística são fantásticas. A economia é dinâmica e profunda. Para mim, foi uma surpresa saber que a população da favela é formada por trabalhadores e não apenas por pobres necessitados.

Mais do que nunca, consigo enxergar um grande futuro para este país.

Fui ao Arpoador ver o sol se pôr, a praia estava cheia e não pude diferenciar as pessoas por níveis sociais. Brancos, negros, mulatos, crianças, idosos, homens e mulheres dividindo o mesmo espaço. Isso me despertou um imenso sentimento de otimismo nas sociedades que andam para frente e não para trás.

Diferentemente dos paises europeus, no Brasil as classes menos favorecidas falam o mesmo idioma, dividem a mesma cultura. Na Europa, está se criando uma “bomba relógio social” que pode explodir a qualquer momento. E como já aconteceu no passado, durante as grandes guerras, os paises Europeus caíam enquanto a América Latina crescia.

Que cena da sua viagem ao Brasil não ficaria de fora da sua autobiografia?

Para mim, a emoção de entrar no Maracanã foi como a de um muçulmano que chega à Meca ou para um comunista que visita o tumulo de Lênin. Ouvir o a torcida do Flamengo gritar gol foi como ouvir Deus no Monte Sinai!

O que há em comum entre o povo brasileiro e o povo israelense?

A informalidade, o calor humano e receptividade aos que vem de fora.

O que um israelense pode aprender com os brasileiros?

Ter sempre bom-humor. Ter paciência nas filas e mais cordialidade com o próximo. Mas, desde a chegada dos imigrantes russos estamos nos tornando uma sociedade cada vez mais bem educada.

 

 

Adi Barkan: Beleza, alta costura e o fim da anorexia
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Fazem dois anos que Adi Barkan, um dos principais fotógrafos e agenciadores do mundo da moda israelense, deu início a uma campanha para combater a anorexia entre as modelos de Israel. E ele não está sozinho. Seus apelos tem tomado proporções globais. A badalada semana de moda de Madrid, que aconteceu no mês passado, baniu a participação de modelos consideradas abaixo do peso saudável, e subsequentemente, políticos de Londres e Milão sugeriram que o mesmo fosse feito pelos profissionais da indústria da moda em suas cidades.


Em Israel, o esforço de Barkan gerou resultados – a maior loja de departamento do país concordou em não contratar modelos demasiadamente magras para suas campanhas publicitárias. Outras firmas responsáveis por 60% do volume publicitário do país também se comprometeram com Barkan a não usar modelos com índice de massa muscular menor que 18 (a média atual entre as modelos é de 14).

Barkan espera contar com o apoio de outras agências de modelos que juntas assinarão um documento que será levado ao parlamento pedindo para que haja controle das condições físicas das modelos antes de ingressarem no mundo das passarelas.

Um projeto de lei que obriga todas as modelos a passar por um teste nutricional já foi aprovada em primeira leitura pelo Knesset (parlamento israelense). As agências de modelos serão proibidas de representarem modelos que não passarem pelo teste de uma nutricionista licenciada a cada seis meses.

“Até hoje, anorexia e bulimia eram o pecado guardado em segredo pelo mundo da moda”, confessa Barkan. “Nós, os profissionais desta área, estamos perpetuando e glorificando os distúrbios alimentares ao endeusarmos a magreza. Está mais do que na hora da indústria da moda mostrar que a beleza e alta costura não tem nenhuma relação com passar fome.”

 

Dana International: A diva do liberalismo israelense
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O Era uma vez, um menino chamado Yaron que nasceu em Tel Aviv, Israel. Ele teve uma infância muito feliz, e mesmo seus pais sendo muito humildes, sua mãe sempre economizava alguns trocados para pagar as aulas de música que ele tanto amava.

Os anos se passaram e a vida deu um grande golpe no jovem Yaron: seu melhor amigo morreu tragicamente em um acidente de carro. Daniel havia sido o primeiro a prever a brilhante carreira musical que Yaron conquistaria.

A adolescência de Yaron, na década de 80, foi marcada pela era Madonna, Ofra Haza e outros grandes nomes do pop-rock mundial. Ele estudava à noite e era um excelente aluno. Morava e freqüentava as discotecas de Tel Aviv, uma das cidades mais liberais do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Foi nesta época que ele descobriu a resposta para algo que lhe atormentava desde sua infância – Yaron queria ser mulher.

Ao atingir os 18 anos Yaron chocou seus pais com a revelação do desejo de se tornar mulher e de trabalhar fazendo shows. Mas os pais de Yaron não o decepcionaram e, mesmo não acreditando que aquela escolha seria a melhor para a vida de seu filho, preferiram ficar ao seu lado. Yaron começou a ganhar dinheiro trabalhando como drag-queen, parodiando cantoras famosas. Durante uma de suas apresentações, Yaron foi descoberto pelo famoso DJ israelense Offer Nissim e a carreira decolou de vez.

Ao conseguir juntar uma boa quantia em dinheiro, Yaron viajou para Londres onde se submeteu a uma cirurgia de troca de sexo – nascia então Sharon. Agora como mulher, nada mais poderia atrapalhar sua carreira.

Em 1992 ela lançou o primeiro álbum ("Danna International") que foi disco de ouro em Israel. Dana International – nome artístico de Sharon – se tornou popular entre o público de todas as idades. Apesar da venda proibida de seus discos no Egito e na Jordânia, mais de 5 milhões de cópias piratas foram vendidas nestes países.

Pode se dizer que 1998 foi o ano divisor de águas de sua carreira. Dana ganhou o KDAM (Concurso que elege o representante de Israel para o Eurovision) e viajou para Birminghan, na Inglaterra, onde representou Israel com a música “Diva” na maior competição de música do mundo. Os holofotes de todos os continentes se acenderam para ela. Dana foi fotografada e entrevistada pela imprensa de dezenas de países: “Eu represento o lado liberal de Israel, um país que aceita o ser humano como ele é, sem se importar com sua aparência, sexo ou raça.”

Em 2000, Dana lançou um disco dirigido ao mercado internacional, The Album, que foi seguido por Free. Em 2005 a canção Diva foi uma das 14 escolhidas para integrar o concurso de "Melhor Canção de Sempre" da gala do 50º aniversário do Festival Eurovisão da Canção, onde Dana voltou a aparecer.

Assista ao clip "Free" de Dana International


 

Michal Negrin: design romântico é sucesso em Hollywood, Tel Aviv e São Paulo
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O que Demi Moore, Nicole Kidman, Britney Spears, Alicia Keys, Karina Bacchi, Julia Petit, Luisa Brunet e Giselle Bündchen têm em comum, além da beleza e da fama? Todas essas estrelas, brasileiras e internacionais, são fãs das jóias e acessórios concebidos, desenhados e produzidos em Israel pela atual rainha da joalheria romântica, Michal Negrin.

Apesar de o trabalho de Negrin ser feito com pedras preciosas e ter um preço bem acessível, seu trabalho é bastante complexo para ser rotulado como bijuteria. Cada jóia de Negrin é engenhosamente feita de metal italiano e adornado com cristais Swarovski, contas, camafeus e esmaltagem.

“Eu sempre desenho meus acessórios antes de tudo para mim mesma”, declara Negrin. “As mulheres que gostam das minhas jóias buscam algo que diga que elas são únicas, estejam elas com 20 ou 70 anos.”

Negrin descreve seu universo artístico como “um mundo de belas cores, sonhos e a imaginação que permeiam minhas criações”. Ela diz que não se limita a “formas convencionais ou clássicas, permitindo-me assim combinar e misturar cores e formas audaciosamente”, e está satisfeita por ter “expandido minha criatividade em uma linha de acessórios especiais incluindo artigos de decoração e vários outros itens, todos inspirados no meu estilo romântico e delicado”.

A empresa que cresceu rapidamente teve um início humilde. Negrin cresceu em um kibutz, e quando começou a desenhar e vender jóias teve de fazê-lo em segredo. Após estabelecer uma barraca na rua Nahalat Binyamin, local de venda de arte e artesanato em Tel Aviv, reinvestiu os ganhos no próprio negócio, violando as regras do kibutz, que exigiam que revertesse seus ganhos para o uso da comunidade.

Seus motivos florais e estilo romântico foram um sucesso desde o início. À medida que seu design tornou-se mais conhecido, a demanda aumentou, e ela teve de expandir o negócio, parando de trabalhar em casa para abrir uma oficina com uma pequena loja. Em 1993, ela inaugurou a primeira loja de sua grife no coração da badalada rua Sheinkin, em Tel Aviv. Desde então, seu império se expandiu a passos largos, com 12 lojas próprias nos maiores shoppings de Israel, e outras espalhadas pelo mundo, em cidades como Tóquio, Paris, Nova York, Sydney e São Paulo.

Mas o coração da empresa permanece em Israel. Michal Negrin Design Ltda. localiza-se no bairro de Bat Yam, em uma moderna instalação especialmente adaptada, que inclui uma oficina de design, uma armazém e a linha de produção, onde emprega 160 pessoas.

Todos os empregados da empresa são cuidadosamente selecionados, com a orientação e habilidades artísticas necessárias ao delicado processo de montagem e pintura artesanal das jóias e objetos decorativos.

Negrin possui seu próprio estúdio no prédio, onde suas idéias nascem e são transformadas em conceitos de produtos. Sua filosofia de joalheria une tecnologia ao uso de ferramentas com um apurado trabalho manual. Uma vez que o desenho original é criado, certas partes são criadas a partir de moldes, e assim, usando tecnologia de precisão, os vários componentes da jóia são preparados para o processo de produção. Todos os componentes recebem um revestimento especial e polimento, o que confere aos itens sua exclusiva aparência clássica.

Ao fim desse processo, a pintura manual é aplicada aos vários itens e os componentes são então dispostos de acordo com o modelo original, seguido pela montagem, a aplicação de ornamentos onde for necessário e, por fim, a incrustação dos cristais. Esse procedimento é totalmente manual e preciso. Ao longo de todas as etapas, bem como ao final do processo, os itens e materiais são submetidos a um rígido controle de qualidade.

Seu trabalho não poderia ser mais badalado no momento – colares trabalhados e os chamados “brincos candelabro” são a sensação da moda atual, tornando suas jóias a escolha das estrelas que podem comprar qualquer diamante de que gostem, mas que preferem as jóias de Negrin.

Nos últimos anos, tornou-se fácil para as estrelas encontrar jóias nesse estilo. As criações de Negrin podem ser vistas nas vitrines das principais lojas de departamentos norte-americanas: Neiman Marcus, Bloomingdale’s, Henri Bendel e Marshall Fields. Ela possui lojas próprias em Israel, Japão, Austrália, França, Espanha e Cingapura.

No Brasil, a marca Negrin também é sinônimo de sucesso. “É possível conhecer de perto as peças inconfundíveis de Negrin no showroom da grife (Alameda Lorena 1304, SP), ou em lojas consagradas como NK Store, Doc Dog, Princess e Acessory Shop”, garante Patrícia Tawil, representante da marca no país.

 


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